sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Caminho

Vivemos num mundo em que partilhar a felicidade é o dia a dia. Bem, eu sinto-me num mundo assim. As pessoas partilham toda a felicidade e tentam esconder tudo o que seja mau ou triste. Qualquer que seja a publicação com foto e/ou texto que não vá nesse sentido é visto como se fosse demais para expor.


Mas...porquê? É o que nos faz humanos, é o que nos faz valorizar toda a felicidade quando existe. Aceitar que existem momentos menos bons é aceitar um caminho maior, é aceitar que nem sempre vencemos e que temos consciência do risco que corremos por vivermos. Não deixo de fazer, não deixo de ter medo, não deixo de querer a felicidade mas se olho em frente tenho que fazer de tudo para ir nessa direção. Ao mesmo tempo que sei que por vezes existem buracos no caminho, ás vezes descidas íngremes e outras subidas, às vezes tenho que virar onde não tinha pensado mas é tudo parte do caminho.

Por isso, se faz parte do caminho e, se o objectivo é maior e mais alto, bora continuar! Terminado.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Pedaços de Memória

Eu lembro-me que estava pronto a ir.
Sabia que acima de tudo teria algo completamente diferente e que eu não poderia prever.
Tinha em mente que tudo o que me esperava era desconhecido, mais nada.
Não sabia sequer se iria ter alguma coisa que valesse a pena.

Valeu. Foi. É. Tudo o que podia acontecer de bom, aconteceu.
Foram meses de puro esforço, simplicidade, sorrisos, correria.
Foi tudo o que eu queria ter neste momento.

Porque não tenho? Porque me quero meter no desconhecido que é neste momento a minha vida.
Quero que a confiança que sinto neste momento se transforme noutro momento que quererei ter para sempre como uma memória inigualável.

E não é bom quando damos por nós a sorrir no banho porque estamos felizes com aquilo que somos, aquilo que damos ao mundo?

É bom existir e fazer parte deste mundo. Terminado.

sábado, 4 de abril de 2015

Ali, um explorador.

Eu não sabia o que fazer. Não sabia o que pensar mas sabia o que eu gostava e queria que acontecesse a partir do momento que começou e até ao momento em que nos íamos despedir.
Senti-me um explorador, daqueles que sonham muito, daqueles que pensam, daqueles que querem algo diferente, algo que faça a diferença. Ontem fui um explorador. Fui tanto que me perdi e perdi-me tanto que me senti bem. Estava mais do que a mil e um num caminho que eu não sabia o que podia fazer.
Senti que comecei a voar quando toquei na tua mão e senti que não estava sozinho. Que, apesar de tudo, não era o único explorador.
E depois, senti que tudo tinha parado. Queria que tudo tivesse ficado parado além de nós e que o momento durasse e durasse. Parado naquele sorriso que fazes e eu gosto, no entrelaçar dos dedos, na troca de olhares, no abraço, no beijo...mas mais do que isto tudo nas palavras e no silêncio.
Terminado.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Difícil tirar a última peça

Consegui. Sinto-me feliz por ter conseguido. Se calhar não devia porque é sinal que esperava não conseguir. Porque na verdade é uma fraqueza tão grande que me leva a duvidar. Mas consegui. Disse que não...pensei que não. Surgiu um sim na minha cabeça. É um puzzle grande, daqueles com milésimas peças. A imagem não é, de todo, fácil. Tirar peça a peça da minha cabeça e montá-lo bem à minha frente. É como um monstro, como se Ele tivesse vivido dentro de mim e eu tivesse a tirá-lo aos poucos. Peça por peça. Terminado.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Perde-te.

Quando o mar está bravo não te lances sobre ele.
Quando o sol está a queimar esconde-te debaixo de uma sombra.
Quando o vento sopra com muita força, protege-te.
Quando não tens onde ir, não tenhas medo de arriscar.
Quando achares que caminhaste demasiado fica onde estás, algo te fará avançar ou recuar.
Quando achares que a história acabou, da lhe um novo rumo.
Quando perderes vontade de amar, apaixona-te.
Quando pensares que não há mais nada, pensa em tudo.
Quando não souberes se está certo, pensa no errado.
Quando ficares a ver o que te está a acontecer, luta contra o tempo.
Quando sentires que algo se está a desprender, acompanha.
Mas, quando te perderes, estarei aqui, proteger-te-ei, encaminhar-te-ei, dar-te-ei tudo, lutarei por ti, serei o teu caminho. Terminado.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Barco à Vela

Mas porquê? Ora não sei como me entender de maneira a achar correcto o que eu faço. Posso começar por dizer que bem lá no fundo já fui mais espontâneo, mais eu mas, ao querer tornar-me numa pessoa melhor, tem-se que deixar as coisas más para trás e optar por aquilo que será o melhor. Mesmo que às vezes opte por outros caminhos que sei não serem os melhores. Não é um processo fácil, nada mesmo, eu acredito em mim e faço sempre mais, mas sei que muita coisa tem que acontecer, ainda, e terei que cair muitas vezes de maneira a chegar àquilo que quero para mim, mesmo sabendo que quando aí chegar terei outras coisas em mente, é algo contínuo. Não posso esperar é ombros amigos, sortes vindas de algum lado ou que alguém vai fazer este processo por mim. 
Gostava de dizer que preciso disto e daquilo, mas só me apetece espetar-me contra uma parede para saber o quão estúpido eu sou. Mesmo. 
Só sei que vou fazendo mais e mais e cada vez acho que mais perco, em tudo. Parece que cada dia fico mais dentro de mim mesmo e menos consigo mostrar com medo de errar. Sei que tenho muito para dar, muito para mostrar, aprender. Não sei o quê ao certo, nem como. Não sei.
Sinto-me cada vez mais perdido numa barco à vela onde o vento escasseia, apenas precisando do teu sopro. Terminado. 

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Viagem Sem Destino

'Hoje' gostava de encontrar um bilhete de comboio. 
Não queria saber o destino, não queria saber se seria longe ou perto, não queria sequer conhecer o lugar. 
Queria-me sentir um desconhecido no desconhecido, uma pessoa perdida numa descoberta, um estranho no inexplorado.
Mas não totalmente só, não totalmente no desconhecido, não numa descoberta total, não um inexplorado absoluto.
Queria apenas ter aquela presença que me torna num explorador, que me faz questionar, duvidar, fazer por mim próprio.
Aquela presença que se torna essencial. 
Aquela presença que se torna a maior descoberta de todas num espaço cheio de mistérios.
Terminado.